domingo, 23 de dezembro de 2012

O LIVRO DO BONI


Quando a editora Casa da Palavra finalmente lançou em 2011 ‘O Livro do Boni’, e essa notável figura chamada José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (1935) percorreu todos os programas televisivos de entrevistas, falou com jornais de todo o Brasil, viajou por muitas capitais para tardes/noites de autógrafos e o livro sumiu das livrarias em virtude da grande procura, eu fiz cara feia e até achei, na minha total ignorância, que não valia apena tanto estardalhaço.

Entretanto, por uma feliz intervenção do destino, acabei por ganhar de presente um exemplar no Natal daquele mesmo ano. Tenho um pacto com minha tia Liane, que é também minha madrinha de batismo e emprestadora oficial de livros desde priscas eras, de só presentear livros um ao outro seja no aniversário, Natal ou a qualquer tempo por um simples gesto de carinho. Numa das muitas viagens que fiz esse ano levei o livro comigo por dois motivos: primeiro porque era grosso e eu morro de medo de terminar um livro em pleno voou, e segundo porque os capítulos são curtos e eu gosto de obedecer ao critério do autor e não faço paradas abruptas na leitura de um capítulo.

A essa altura eu já tinha vencido o mau humor inicial do excesso de mídia sobre a obra e pude, sem preconceitos, deliciar-me com uma história real contada com muito humor, sobre uma personalidade tão rica, profissional e inteligente. O menino precoce que se apaixonou pelo rádio, descobre seu dom para a publicidade e esta o leva naturalmente para a televisão numa época em que tudo era novo e experimental, nada mais desafiador para a personalidade do biografado.

Com o passar das páginas percebi que o Boni fez parte da minha vida, e de maneira muito significativa para o bom e para o discernimento de dizer “não gostei”. Chacrinha, Dercy, Janete Clair, os festivais da canção, Regina e Couco, Tarcísio e Glória, Chico Anysio, Jô Soares, as novelas, as minisséries, Glória Pires, Fagundes, Tony, Malu, o plim plim e até a Globeleza. Pode chutar o balde quem não passou por isso...

Cidade do abandono: Salvador/BA
Local: Perini Barra
Data: 13/02/2013

Um comentário:

  1. A fila para o lançamento aqui em SP serpenteava por todo o Conjunto Nacional e saía dando a volta na quadra até a Paulista! Fiquei curioso...

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