sábado, 18 de junho de 2011

AMOR É SÓ UMA PALAVRA


Não é o melhor livro do J M Simmel, dizem por aí que “Por Quantos Ainda Vamos Chorar”, título horrível, é a sua melhor obra, outros acham que “Nem só de Caviar Vive o Homem”, outro título duvidoso, é o mais divertido. O livro que ora abandono é “Amor é só uma Palavra”, mais um título esquisito para a coleção, narra a história de um grande amor vivido por dois jovens da primeira geração do pós-guerra. Oliver Mansfeld, um rapaz de 21 anos, bem-nascido e com um belo futuro pela frente, e Verena Lord, mais velha que Oliver, casada e dividida entre o amor jovial e a vida boa proporcionada pelo marido.
Johannes Mario Simmel é filho de judeus, formou-se em química e atuou na área até 1945 quando os laboratórios vienenses foram destruídos durante os conflitos da Segunda Guerra Mundial. Desertou do exército, foi preso pelos russos e enviado para trabalhar como tradutor nos EUA. Foi jornalista e trabalhou em importantes revistas austríacas. Abandonou o jornalismo e dedicou-se a escrever livros, com um novo romance em média a cada dois anos, livros estes que muitos desdenham por tratar-se de um universo meio Dallas de ser. Para quem não se lembra do seriado televisivo, Dallas tinha um enredo recheado de ‘voltas por cima’, com fartas doses de poder, sexo e cobiça. E Simmel ainda situava tudo isso no pós guerra.
Confesso que minha humilde opinião se baseia em leituras tortas de mais de 20 anos atrás, e para ser bem franco, acho que não estaria numa lista de prioridades atuais. Mas ressalto que J M Simmel vendeu mais de 73 milhões de exemplares dos seus livros em todo o mundo, foi muito bem aceito pela crítica e público da época. Morreu aos 84 anos esquecido pela mesma crítica e público que, hoje, espera ardentemente pelo próximo livro do Dan Brown (O Código Da Vinci) ou da Stephenie Meyer (Crepúsculo), coisas da vida.
Cidade do abandono: Salvador/BA
Local: Shopping Barra - Estacionamento G2 - Sul
Data: 09/07/2011

Um comentário:

  1. Eu pegaria esse livro com muito prazer. Li nos anos 80 e amava a forma como JM Simmel escrevia.

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